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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

                  Nos últimos 50 anos, o Brasil apresentou aumento da expectativa de vida, redução da mortalidade infantil, diminuição do número de nascimentos, aumento da população urbana e do poder aquisitivo. Estas alterações levaram a redução da mortalidade por doenças infecciosas e aumento das doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes, hipertensão e obesidade. Resultante aos fatores econômicos, demográficos e culturais ocorridos nas últimas décadas, observamos também a mudança do estado nutricional, devido às modificações do estilo de vida.

              A inadequação alimentar é uma das principais causas de risco a saúde.
No Brasil, a tendência no consumo de alimentos dos grupos dos cereais (principalmente os integrais), frutas, leguminosas, legumes e verduras é de queda. Enquanto isso, o consumo de biscoitos (grupo dos cereais) e de açúcares (grupo dos doces e açúcares) aumentou drasticamente. Essa mudança reflete a diminuição no consumo de fibras, que no Brasil a média era de 20g na década de 70 e de 12g na década de 90. De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, a recomendação para o consumo de fibras é de 20g diárias. As fibras podem ser encontradas principalmente na aveia, farelo de trigo integral, quinoa, linhaça, frutas, verduras, legumes, feijão, pães e cereais integrais.

             Estudos têm mostrado que o consumo de fibras acima de 20g/ dia melhora a sensibilidade insulínica e reduz processos inflamatórios em indivíduos acima do peso.

             Com a transição alimentar também se observa aumento no consumo dos grupos alimentares do leite e derivados e carnes, sendo que em 1974 o consumo desses grupos correspondia a 14,9% do consumo energético diário das famílias brasileiras; em 2003, essa participação foi de 21,2%. Em relação ao grupo das carnes o aumento ocorreu para os tipos bovina (superior a 22%), frango (superior a 100%) e embutidos (superior a 300%), ricos em gordura saturada e colesterol; já para os peixes, fonte de ácidos graxos insaturados, houve diminuição no consumo (menor que 50%)

           Com isso, a participação da gordura na dieta do brasileiro ultrapassou o valor energético total da dieta em 2003, representado principalmente pela gordura saturada. Para uma dieta saudável, deve-se dar preferência aos óleos vegetais, ricos em gordura insaturada, ao invés das gorduras animais, fonte de gordura saturada. Algumas fontes de gordura saturada seriam carnes gordas, manteiga, leite integral, bacon, torresmo, linguiça, salame e mortadela. As preferências seriam o óleo de oliva (azeite) e de linhaça para temperos, óleo de canola, girassol e amendoim para cozinhar.

Exemplos de carnes magras.


Carnes bovina
Carne bovina*
Carne suína
Aves
Patinho
Contra-filé
Pernil
Frango sem pele
Músculo
Acém
Filé de lombo central
Peru sem pele
Miolo da paleta
Lagarto
Carne de cordeiro
Chester sem pele
Coxão mole
Maminha


Peixinho
Miolo de Alcatra



Fraldinha




           O crescente aumento no consumo de refeições industrializadas também é um dos agravantes à saúde. Quanto maior a freqüência no consumo de fast foods por semana, por um longo período da vida, maior é o ganho de peso e maior o descontrole da glicemia.

          Ressalta-se que a prática de atividade física é igualmente estratégica para redução de peso e controle da glicemia. Não é possível separar o consumo alimentar do gasto energético. Com a orientação de um nutricionista, os resultados de perda de peso e controle da glicemia, aspectos difíceis de serem alcançados pelas “dietas da moda”, podem ser excelentes e atingidos sem comprometimento da saúde e do estado nutricional.
(Contribuição da Profa. Dina Celly)
Para consultar:
  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar para a população brasileira : Promovendo a alimentação saudável / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição – Brasília: Ministério da Saúde, 2005. 236p. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos)
  2. www.diabetes.org.br

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